O Crescimento nos pegou de surpresa! será?…

Pronto. Finalmente o “país do futuro” tá repleto de coisas boas no presente. Estamos crescendo, deixamos de ser devedores e passamos a ser credores. Temos mais celulares que a população residente. Deixamos de importar petróleo e já iniciamos de forma tímida nossas exportações. Temos uma indústria aeronáutica forte e competitiva. Estamos ampliando nosso mercado interno com a inclusão das classes C, D e E na faixa de consumo, principalmente de produtos alimentícios, de higiene pessoal e bens de consumo duráveis. A indústria naval está em forte ritmo de recuperação, e ressurge no cenário internacional. Nossas multinacionais verde-amarelas se multiplicam. Nossos sistema financeiro é reconhecido como um dos mais sólidos e modernos do mundo. Fomos o primeiro país a sair da crise que abalou a economia global. Temos a maior área agriculturável do planeta, além de mananciais de água potável e reservas biológicas. Nossa matriz energética está plantada em um modelo limpo do ponto de vista ambiental. Enfim, o que nos falta?

P L A N E J A M E N T O – é fundamentalmente isto que nos falta. Todos estes avanços nos pegou de “calças curtas” e o país está crescendo ao mesmo tempo em que nossa infraestrutura não está preparada, muito menos dimensionada para comportar todo este crescimento, o que aponta nossa defasagem para o atendimento destas novas demandas. Aeroportos, rodovias, portos, capacitação profissional, telecomunicações, a ausência da banda larga, e de uma priorização da educação como uma política pública de crescimento sustentável.

Falta-nos também políticas tributárias e trabalhistas atualizadas, que permitam maior competitividade do país no cenário global. Em termos globais, por sinal, ainda temos números muito tímidos no quesito comércio. Nossas exportações sequer alcançam 2 dígitos do comércio mundial. Não podemos permitir que tais conquistas fiquem atoladas no buraco causado pela falta de planejamento de médio e longo prazos. Em postagem anterior abordei a questão da Copa do Mundo de 2014. Sabemos as dtas, os prazos, as necessidades, as deficiências e muito pouco foi feito. Tanto é que a FIFA tem aumentado o tom de discurso contra os atrasos de obras estruturadoras visando o Mundial de Futebol.

Muitas são as indicações de que precisamos incorporar na nossa cultura, quer seja no âmbito público, como no privado, a prática do planejamento. Precisamos imediatamente de gestores públicos, principalmente, que enxerguem mais longe, e possam projetar como estaremos daqui a 20, 30 anos, e de condições no ambiente político para que as reformas necessárias a uma verdadeira DESBUROCRATIZAÇÃO do país seja implementada. Lembro-me bem na minha infância quando ouvia nos telejornais o termo BUROCRACIA, e na minha limitação de conhecimentos à época, eu somente associava a algo ligado a BURROS. E hoje, com os conhecimentos ampliados, vejo que a minha mente de criança tinha seu fundo de sabedoria, afinal a nossa BUROCRACIA nos emburrece. Quer seja no sentido de nos deixar “emburrados” tanto quanto nos retira inteligência.

O Brasil do presente, já é em grande parte aquele “BRASIL DO FUTURO” que minha geração tanto escutou falar.  O NOVO BRASIL DO FUTURO, cabe a todos nós desenharmos hoje, para que o Brasil dos nossos filhos possa ser mais planejado e mais preparado para o FUTURO deles.

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Sobre Jackson Carvalho
Sou um apaixonado pela fotografia; um amante da vida; um enamorado pela publicidade; encantado com a criatividade; um adorador do mundo;

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