Santa Maria: uma tragédia do tamanho do Brasil.

lapide brasil

Relutei muito antes de escrever este texto. Resisti bastante, para expor aqui no blog o meu ponto de vista sobre não apenas esta, mas a respeito das seguidas tragédias anunciadas em nosso país.

Antes de qualquer coisa, gostaria de me solidarizar com todos os familiares e amigos das vítimas, bem como com o povo gaúcho, que ora, derramam suas lágrimas pelas perdas ocorridas.

Entretanto, com a idéia de colaborar, mesmo que de forma limitada, com a mudança desta condição seqüencial de tragédias em que vivemos.

Inicialmente, criticar a forma inadequada e oportunista, com que alguns meios de comunicação, descaradamente exploram as tragédias, e a de Santa Maria não está sendo diferente, com o intuito de alcançar audiência e ou venda de jornais. Estes mesmos veículos oportunistas, mudarão seus holofotes assim que ocorra a próxima tragédia, ou quando os primeiros acordes de troças, blocos e escolas de samba iniciarem o carnaval nos próximos quinze dias.

Em seguida, gostaria de provocar uma reflexão em todos nós que formamos o povo brasileiro, conhecido como solidário, alegre, hospitaleiro, pacífico e trabalhador. Até quando, nós que formamos esta nação imensa, iremos tolerar tudo isto. E o que é o “tudo isto” a que me refiro? pois bem, vamos questionar e refletir sobre todos os fatos que contribuíram para esta tragédia. Não irei aqui fazer nenhuma avaliação e ou laudo técnico sobre o episódio. Não tenho formação técnica, muito menos conhecimento empírico para tal. Entretanto, como observador de experiências visíveis de outros países, podemos provocar tal reflexão e questionamento.

O prefeito da cidade de Santa Maria, já disse que do ponto de vista de documentação junto a Prefeitura da cidade, estava tudo correto e em dia. O Coronel do Corpo de Bombeiros, já disse que o Alvará de Funcionamento, estava “tramitando para ser renovado”, segundo declarações feitas no Jornal Hoje desta data. O proprietário da boate já disse se tratar de uma “fatalidade”, pois a boate atendia a todas as exigências de funcionamento. Ainda segundo o Coronel do Corpo de Bombeiros, a boate poderia, conforme seu corpo técnico, receber no máximo 600 pessoas. E blá, blá, blá, blá…

Enfim, mais uma vez o empurra empurra, e “tirei o meu da reta” começou. Agora sim, vamos entrar no assunto propriamente dito. Infelizmente, no país de “autoridades de faz de conta”, o sofrimento é real, doloroso e cruel. O passa passa de responsabilidades irá até o ponto em que a grande mídia perder o interesse pelo assunto. Infelizmente o que não passa, é o sofrimento dos familiares, amigos e sobreviventes de 231 vítimas (número oficial até agora). E este número, gostaria eu que assim não fosse, irão entrar para o rol das estatísticas das fatalidades.

Perguntas incisivas que deveriam ser feitas pelos repórteres oportunistas: Quem é ou era o responsável por autorizar através de Alvará de Funcionamento um estabelecimento que irá abrigar “vidas humanas” e que não atende a princípios mínimos de funcionamento e segurança, tais como esquema de evacuação, sinalização de emergência, equipamentos e sistema de contenção de incêndio através de sensores de fumaça? Quem era ou é este cidadão? Se ele é um servidor público municipal, quem é o responsável por sua nomeação? Quem assina tecnicamente o Projeto Arquitetônico do local? Qual o treinamento dado aos seguranças do estabelecimento? Eles foram treinados para situação de emergência ou apenas receberam instrução de como agir em caso de briga e a como evitar que clientes da boate não saíssem sem pagar a conta?

Estas perguntas se somam a muitas outras, neste nosso país de autoridades de faz de conta. Me desculpem aqueles que se sintam ofendidos, porém os fatos relatados todos os dias, tornam inquestionável esta afirmação. Quer ver? vamos lá: O que ocorreu com aquele prefeito que desviou verbas na região serrana do Rio de Janeiro? Verba esta destinada às vítimas de outra tragédia? O que ocorreu com os responsáveis pelo desabamento daqueles prédios residenciais do Rio de Janeiro, no qual a responsável foi a construtora que usou materiais de terceira e quarta qualidades, misturados a areia?

Enfim, passaríamos um bom tempo aqui relacionando uma série infindável de tragédias onde as consequências, foram apenas para os vitimados e seus familiares e amigos.

Mas o que podemos esperar? Infelizmente, em outras circunstâncias e grau de impacto, senão outras tragédias. Tragédias de enchentes, de desprezo pela educação, de desprezo pela saúde, pelo desrespeito a condição humana. Infelizmente esta é a realidade do país da autoridade de faz de conta, onde as mais altas autoridades do poder judicial condenam um réu em um dia, e em seguida ao invés de cumprir pena, o réu assume de forma legítima e genuína, uma cadeira na câmara superior do legislativo nacional. Aqui jaz, a nossa nação.

Passou por aqui…



Passou por aqui…, upload feito originalmente por Jackson Carvalho.

Certa vez escreveram: “eram os Deuses, astronautas?”. Francamente? não tenho a resposta. Porém tenho desconfianças, perguntas e sugestões. Somos em torno de 60% água, em corpos de homens adultos e cerca de 55% em mulheres adultas. Além dos demais componentes químicos que nos formam. Com toda essa complexa formação química, o ferro, o carbono, o cálcio e etc, que nos constitui, por onde eles andaram nos últimos séculos e pra onde eles vão nos próximos anos depois de nossas partidas. Conforme a Bíblia Sagrada, “viemos do pó, e ao pó retornaremos”. Porém nestas idas e vindas, podemos ter nobres partículas circulando por dentro de nós. Quem sabe uma partícula de carbono de Platão não está neste momento querendo se revelar pra mim? Ou de repente um berro que acabei de dar não foi apenas uma expressão musical Bethoviana de um pouco de meu cálcio. Acho que é impossível, aquele último palavrão que pronunciei ter sido influenciado pelo ferro que já pertenceu a Dercy Gonçalves, ainda não deu tempo, mais fácil ter este ferro pertencido ao arcadista português Manuel Maria Barbosa du Bocage. Agora imagina o que iremos, através das nossas partículas, repassar para os futuros usuários? xii! dá pra desconfiar, mas não dá pra afirmar. Porém, vale a pena refletir. Agora vamos pensar um pouco mais. E a desejada eternidade que é sonho do homem? esta não vejo como algo inatingível, pelo contrário, creio que nos próximos 25 anos, o homem da era do conhecimento irá alcançar. Por isso estou malhando todos os dias, quero chegar lá. Mas como? o modesto autor aqui do texto pirou? cheirou? ou fumou? Nenhuma das alternativas acima. Como? simples, (pretensão no pico), sim, simples sim. Pois bem, imagina aquele antigo software do início dos anos 80, que se chamava WORDSTAR, tá, sei que vocês não se recordam, aliás nem conheceram, ou sequer sabem do que se trata, pois bem o WORDSTAR, nada mais era que o tataravô do nosso menino prodígio da redação moderna, o WORD, pois bem, imaginem que os softwares atuais, e os dispositivos atuais, pudessem ler disquetes de 5 1/4 de polegadas e acessar estes arquivos, BINGO, esta parte SOFTWARE, estaria imortalizada, e é assim que poderemos imaginar a eternidade do homem. Podemos nos tornar seres bio-eletro-eletronicos-mecânicos. Sim, pois caso consigamos transferir o nosso SOFTWARE, não importa o que aconteça com o nosso HARDWARE, ou seja, se conseguirmos preservar nosso conhecimento e instalarmos em outro casco, ou gabinete, estaremos sim nos eternizando. Claro que, o corpinho escultural, a pele aveludada e tenra não mais será presente, porém poderemos influenciar, participar, vivenciar e contribuir por muito mais tempo. Nos tornaremos robovelhos, ou se quiser ser mais popular, seremos boas sucatas, porém ainda com vida útil, com uma longa quilometragem, seremos bem rodadinhos. Apenas para ilustrar, imaginem não termos perdido Steve Jobs, ou o bom Albert, o Einstein, poderia estar aqui nos relativizando, enquanto a macã virtual do Jobs cairia na cabeça do Newton para que ele estabelecesse uma nova lei sem tanta gravidade. Sem falar que com esta técnica, pouco importaria a Maria Antonieta perder a cabeça por uma causa qualquer. Podem me chamar de louco, porém, o que é uma estrovenga ou uma foice, senão a extensão dos braços daqueles que a usam? Estes artefatos antigos, foram revoluções tecnológicas implementados na nossa antiguidade, assim como estas ferramentas são extensões dos braços, o que é atualmente o Facebook, senão a extensão com longo alcance de nossos olhos para bisbilhotar e da nossas línguas pra fofocar? pois bem, mudaram, as terminologias, porém o princípio de nos expandir continua o mesmo, e o próximo passo será estender o nosso software. Afinal, precisamos nos tornar enquanto espécie, Deuses, pois pobres diabos e astronautas, já são realizações do passado.