Amor por inteiro, mesmo pela Metade



Amor por inteiro, mesmo pela Metade, upload feito originalmente por Jackson Carvalho.

Somos um país jovem.
Somos o país do futuro.
Nunca foi tão vintage pensar assim.

Somos o PAÍS DO PRESENTE.
E é assim que deveríamos pensar como nação.

Porém, muito se faz para que pensemos de forma diferente.

A metade da frase de nossa bandeira, símbolo oficial admirado e amado, fala de ORDEM, e é a falta dessa ordem, que ordena discursos demagógicos, vazios, infames e retóricos.

A falta de seriedade com que é tratada a “COISA PÚBLICA”, nos leva a desordem.
A falta de seriedade com que cumprem seus mandatos, uma boa leva de políticos país a fora, nos leva a desordem.
A falta de transparência no orçamento público dos poderes constituídos, nos leva a desordem.
A falta de respeito as leis, as instituições, as autoridades e a vida humana, nos leva a desordem.

Até quando, nosso povo cederá as práticas antigas de CULTO as pessoas que deveriam nos prestar contas daquilo que fazem?

Este pensamento mesquinho, retrógrado e inaceitável, é hoje uma prática vista aos quatro cantos, dos rincões sertanejos e amazônicos até a mais alta referência de poder eletivo do país, no planalto central.

É dos cofres públicos, que deveriam irrigar os cuidados com educação, saúde e segurança pública, que se gastam milhões de reais na contratação de pesquisas de opinião pública que avaliam a POPULARIDADE e a aprovação do Presidente, ou no caso atual da Presidenta (termo que não tem sonoridade positiva para mim, mas que agrada a ocupante do cargo).

Retroalimentação contínua do culto a imagem da pessoa que ocupa o cargo. Quanto interessa aos brasileiros em geral a APROVAÇÃO ou a POPULARIDADE da Presidenta? Quanto interessa a própria e ao seu partido e aos seus aliados esta informação, mera e simplesmente político eleitoreira?

Pior que isso, até quando o povo brasileiro, sentirá vergonha de exaltar o correto, o certo, o eticamente acertado?

Até quando o sucesso individual no Brasil será motivo envergonhador? As pessoas temem assumir seu sucesso individual, pelo receio de retaliações, de fiscalizações, da inveja.

Precisamos deixar que os “meios” nos definam por “inteiro”.

Precisamos “inteiramente”, olhar para as duas “metades”.

Precisamos deixar que a “metade” amor, vença a “metade” mesquinha, e possamos amar uma parte “inteira”.

Precisamos nos orgulhar das nossas duas “metades”, assim que consigamos torna-las homogêneas, de forma “inteira”.

Precisamos alcançar o nível de sentirmos amor por “inteiro”, mesmo que isto seja apenas uma “metade”.