Estamos Conectados

O Mundo fala em globalização. No centro de poder político do nosso estado fala-se em interiorização. Vamos ousar e falar em universalização. É assim que podemos encarar o processo de desenvolvimento que se vive hoje no agreste de Pernambuco. O acesso a informação, a contribuição para a evolução na forma de pensar, de empreender, de desafiar, na forma de criar e de se comunicar. Estamos conectados.  Feita essa breve introdução, falemos especificamente do nosso mercado no Agreste do Estado, e de como Caruaru assumiu seu papel de locomotiva do desenvolvimento nessa importante região.

Tradicionalmente conhecida pelo seu enorme potencial cultural, Caruaru vive um momento econômico ímpar na sua história. Sua vocação nata de entreposto comercial, ganha vigor lastreada pelo conhecimento e pelo investimento em grandes empreendimentos. Setores como a construção civil, serviços hospitalares, centros comerciais, indústrias e instituições de ensino públicas e privadas, se destacam no cenário que a todo instante se modifica em face a incessante verticalização que hoje se vê em todos os lados.

Nesse comboio, a comunicação vai a reboque desta pujante locomotiva. Invertendo o processo que já foi natural, algumas agências da terra da patativa prospectam contas no litoral e outras inclusive já atendem contas na costa do atlântico, isso mesmo, em Recife, a nossa “capital”.

As barreiras que um dia separaram o interior e a capital, hoje se transformaram em elo estruturador de ligação. Estruturadas, com profissionais de formação acadêmica, e que foram colocados no mercado por nossas próprias faculdades. Hoje já é possível ver o início de inversão na atratividade de profissionais, que em busca de melhoria na qualidade de vida, trocam a vida tumultuada da capital, pela vida menos estressante da “capital” agrestina. Com investimentos em recursos técnicos, infraestrutura e recursos humanos, as empresas de comunicação do agreste, agencias, veículos e fornecedores, estão em franco processo de “universalização”.

Neste processo é importante citar o bom trabalho que vem sendo desenvolvido pelas instituições setoriais, no caso da Comunicação a busca de diálogo através da camara Setorial da Comunicação da ACIC, do bom trabalho realizado pelo SINAPRO e agora também com a nossa participação na diretoria do capítulo Pernambuco da ABAP. Estamos buscando ouvir sempre, mas agora também podemos falar. É a mão dupla da comunicação. Estamos sim conectados. Viva a universalização.

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A foto e o fato.

O francês Henry Cartier Brasson (22 de agosto de 1908 – 2 de agosto de
2004) não foi apenas o maior e mais brilhante fotógrafo do século XX, foi
também um provocador de reflexões sobre a fotografia. Em uma de suas
também brilhantes frases, Bresson disse: ” Para mim, a fotografia é um
reconhecimento simultâneo, numa fração de segundo, do significado do
acontecimento, bem como da precisa organização das formas que dá ao
acontecimento sua exata expressão”.

Bresson juntamente com Robert Capa, criaram em Nova Iorque a mais badalada
agência de fotojornalismo do mundo, a lendária Magnun. Foi genial ao
imortalizar com sua Leica fatos, gestos e momentos mágicos.

Conhecer a obra magnífica deste inigualável francês provoca em qualquer
simpatizante da fotografia, uma viagem fantástica. Apreciar suas imagens é
uma completa aula para os estudiosos da arte de pintar com a luz. Cartier
tinha a destreza no olhar e a frieza na ponta dos dedos, em uma época em
que não dava pra errar, em que não existia o disparo sequencial, nem o
photoshop para retocar imagens. E mesmo em uma época com restritos
recursos, fez com que sua arte se tornasse imortal.

Mas Bresson tinha o faro do fato e como ninguém sentia o “cheiro” da foto.
Cobriu guerras, viajou o mundo inteiro, registrou como ninguém a segunda
metade do século passado. É hoje, referência necessária para quem se
dedica mais intensamente a fotografia.

No site da Fondation Henry Cartier-Bresson
(http://www.henricartierbresson.org/) é possível passear através de uma
ímpar maneira de enxergar o mundo. É passagem obrigatória para todo e
qualquer estudante de comunicação. Aprender com Bresson é buscar evoluir a
maneira de olhar, e buscar em sua perspectiva as nuances diversas de um
mundo sempre em evolução.

Steve Jobs

Sobre a vida
“Eu trocaria toda a minha tecnologia por uma tarde com Sócrates” –Newsweek, 2001

“Ser o homem mais rico do cemitério não me interessa. Ir para a cama à noite dizendo que fizemos algo maravilhoso, isso importa para mim”–The Wall Street Journal, 1993

“Você quer passar o resto de sua vida vendendo água com açúcar ou quer ter a chance de mudar o mundo?”– em entrevista a John Sculley para o livro “Odyssey: Pepsi to Apple

“Às vezes a vida te bate com um tijolo na cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me fez continuar foi que eu amava o que eu fazia. Você precisa encontrar o que você ama. E isso vale para o seu trabalho e para seus amores.Seu trabalho irá tomar uma grande parte da sua vida e o único meio de ficar satisfeito é fazer o que você acredita ser um grande trabalho. E o único meio de se fazer um grande trabalho é amando o que você faz. Caso você ainda não tenha encontrado[ o que gosta de fazer], continue procurando. Não pare. Do mesmo modo como todos os problemas do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer relacionamento longo, só fica melhor e melhor ao longo dos anos. Por isso, continue procurando até encontrar, não pare” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Você não pode conectar os pontos olhando para a frente; você só pode conectar os pontos olhando para trás. Assim, você precisa acreditar que os pontos irão se conectar de alguma maneira no futuro. Você precisa acreditar em alguma coisa – na sua coragem, no seu destino, na sua vida, no karma, em qualquer coisa. Este pensamento nunca me deixou na mão, e fez toda a diferença na minha vida.” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Lembrar que eu estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que eu encontrei para me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Por que quase tudo – todas as expectativas externas, todo o orgulho, todo o medo de se envergonhar ou de errar – isto tudo cai diante da face da morte, restando apenas o que realmente é importante. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira para eu saber evitar em pensar que tenho algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir o seu coração.” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Isto foi o mais perto que cheguei da morte e espero que seja o mais perto que eu chegue nas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso dizer agora com mais certeza do que quando a morte era apenas um conceito intelectual: nnguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para ir para lá. Ainda, a morte é um destino que todos nós compartilhamos. Ninguém conseguiu escapar dela. E assim é como deve ser porque a morte é talvez a melhor invenção da vida. É o agente que faz a vida mudar.É eliminar o velho para dar espaço para o novo. Neste momento, o novo são vocês, mas algum dia não tão longe, vocês gradualmente serão o velho e darão espaço para o novo. Desculpa eu ser tão dramático, mas é a verdade” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Seu tempo é limitado. Por isso, não perca tempo em viver a vida de outra pessoa. Não se prenda pelo dogma, que nada mais é do que viver pelos resultados das ideias de outras pessoas” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

Tenha vontade, tenha juventude. Eu sempre desejei isso para mim. E agora, que vocês se formam para começar algo novo, eu desejo isso para vocês” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

Sobre tecnologia
“Eu acho que [a tecnologia] fez o mundo ficar mais próximo e continuará fazendo isso. Existem desvantagens para tudo e consequências inevitáveis para tudo. A peça mais corrosiva da tecnologia que eu já vi se chama televisão, mas novamente, a televisão, no seu melhor, é magnífica.” – Revista Rolling Stone, dezembro de 2003

“Nascemos, vivemos por um momento breve e morremos. Tem sido assim há muito tempo. A tecnologia não está mudando muito este cenário” – Revista Wired, fevereiro de 1996

“Se você é um carpinteiro e está fazendo um belo armário de gavetas, você não vai usar um pedaço de compensado na parte de trás porque as pessoas não o enxergarão, pois ele estará virado para a parede. Você sabe que está lá e, então, usará um pedaço de madeira bonito ali. Para você dormir bem à noite, a qualidade deve ser levada até o fim”— Revista Playboy, 1987

“O único problema da Microsoft é que eles não têm estilo. Eles não têm estilo nenhum. E não falo isso nas pequenas coisas, falo em tudo, no sentido de que eles não pensam em ideias originais e de que eles não levam cultura para os seus produtos – Documentário ‘Triumph of the Nerds’, 1996

Sobre o futuro
“Eu sempre estarei ligado à Apple. Espero que durante toda a minha vida o meu fio se cruze com o fio da Apple, como uma tapeçaria. Posso ficar afastado por algum tempo, mas eu sempre vou voltar.” – Revista Playboy dos Estados Unidos, fevereiro de 1985

“A principal razão para a maioria das pessoas comprarem um computador para suas casas será para se conectar a uma rede nacional de comunicações. Estamos apenas nos primeiros estágios do que será uma grande revolução para a maioria das pessoas – tão revolucionária quanto o telefone.” – Revista Playboy (edição americana), fevereiro de 1985

“A indústria do computador desktop está morta. A inovação virtualmente acabou. A Microsoft domina cada uma destas inovações. Isso acabou. A Apple perdeu. O mercado do PC desktop entrou em uma fase negra e ficará nela pelos próximos 10 anos ou até o final desta década” – Revista Wired, fevereiro de 1996

“Se eu tivesse largado esta única disciplina na faculdade [caligrafia], o Mac não teria diversas fontes e espaços proporcionais entre elas. E já que o Windows copiou o Mac, seria provável que nenhum outro computador tivesse a mesma coisa”. – discurso durante formatura em Stanford, 2005

Sobre a Apple
“Nunca tivemos vergonha de roubar grandes ideias” – Documentário ‘Triumph of the Nerds’, 1996

“Se eu estivesse liderando a Apple, eu apostaria tudo pelo Macintosh e depois me ocuparia com um próximo grande lançamento. A guerra do PC acabou, a Microsoft venceu há muito tempo” – Revista Fortune, 1996

“Estes produtos são um lixo. Não há mais sexo neles” – BusinessWeek, 1997

“Ninguém tentou nos engolir desde que eu estou aqui. Acho que eles têm medo de qual seria o nosso sabor” – reunião com acionistas, 1998

“Cara, a gente patenteou ele” (apresentando o iPhone) – Macworld, 2007

“Fizemos os botões na tela ficarem tão bons que você vai querer clicar neles” [sobre o Mac OS X] – Revista Fortune, janeiro de 2000

“Entrará para a história como uma grande mudança na indústria musical. Isso é histórico. Eu não posso subestimar isso” [sobre a loja virtual iTunes Music Store] – Revista Fortune, maio de 2003

“A cura para a Apple não está no corte de preços. A cura para a Apple está em inovar o meio de sair deste problema” – Apple Confidential: The Real Story of Apple Computer, 1999

“Eu não percebi isso na época, mas ter sido demitido da Apple foi a melhor coisa que aconteceu comigo. (…) Foi um remédio com gosto horrível, mas acho que o paciente precisava dele”. – discurso durante entrega de diploma de Stanford, 2005

iThanks

iThanks, upload feito originalmente por Jackson Carvalho.

Este cara transformou pacificamente o mundo. Colocou na ponta dos dedos de cada um de nós o acesso ao conhecimento. Mudou a maneira como nos comunicamos, como nos divertimos. Mudou a forma de vermos o mundo. Nos presenteou com a elegância do seu insuperável design e bom gosto.
Steve Jobs influenciou a indústria do entretenimento. A Pixar, estúdio de computação gráfica tinha a visão de Jobs por trás de suas brilhantes animações. Se tornou o maior acionista da Disney, e também nos presenteou com brilhantes filmes. A música e a forma como ela é consumida no mundo inteiro, passou a ser diferente, o itunes alimenta ipads, iphones, ipads, imacs.
A estética da publicidade foi alterada por Jobs. Todo publicitário usou as criações dele em suas peças. Colocar em anúncios, filmes publicitários, outdoors, etc os artefatos criados por este singular gênio até hoje está em pleno uso. Ilustrar anúncios com um iphone, um ipad, colocar a traseira de um imac, sempre foi “cool” na propaganda.
Agora ficamos orfãos. Espero que o mundo não caia no mal gosto bege dos PCs antigos, ou do design cafona que permeia o mundo.
O mundo entristece com sua ausência. Sua trajetória nos inspira, pena que nós simples mortais não poderemos jamais sermos capazes de pensar igual a ele. Vai para a região celestial, certamente mudará o design das asas dos anjos, e criará um tocador de harpa mais transado. E o céu já tem um pouco de Jobs, aquele visual branco, limpinho, como Steve sempre gostou. Adeus Jobs, todos nós sentiremos a sua falta, a falta do seu “touch” de bom gosto.

Fiat Lux

Prece, upload feito originalmente por Jackson Carvalho.

No princípio criou Deus os céus e a terra.
E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
E disse Deus: Haja luz; e houve luz.
E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.
E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.

Gênesis 1-3.

E foi assim, com a compreensão da luz que o Senhor Deus iniciou a criação. Somente muitos séculos mais tarde o homem moderno foi capaz de compreender a luz como instrumento de arte, e com a junção das palavras gregas Fós, que significa “luz” e da palavra Grafis, que significa “pincel” criou a fotografia, ou o ato de “Pintar com a Luz”.

A primeira fotografia registrada, data de 1826, de autoria do francês Joseph Nicéphore Niépce, e desde então esta arte de imortalizar momentos não pára de evoluir.

Porém a fotografia que evolui incessantemente, tem na luz sua materia prima básica imutável. Novas técnicas e equipamentos buscam a melhor compreensão e formas de domar esta fonte energética que fundamenta a fotografia.

A luz, flui, “escorre”, retorna, reflete, se dispersa, se propaga. Compreender como se comporta a luz é indispensável para a obtenção de bons resultados fotográficos. Luz tem temperatura, como bem descobriu o físico-matemático e engenheiro britânico William Thomson, mais conhecido como Lord Kelvino, e que em sua homenagem, a temperatura de cor se mede em graus Kelvin.

O domínio da luz exige o respeito e a admissão de reflexos, brilhos e fundamentalmente, das sombras. É o equilíbrio do uso destes elementos influenciados e dimensionados pela luz que se obtém a boa fotografia.

Um simples retrato feito com uma simples e modesta camera doméstica pode ficar espetacular ou mediocre se a luz for compreendida. Nas fotos caseiras coisas comuns como ligar o flash em pleno meio dia não são levadas em conta. Você está em um parque de manhã, a tarde ou mesmo meio dia, e o fotografado está de costas para o sol? Liga o flash, o sol é luz principal sempre, porém a camera irá precisar de uma luz de preenchimento para deixar o rosto do fotografado “lindo” como ele o é.

Para realizar um bom retrato, é fundamental a correta e pertinente aplicação da luz. A luz pode ser a grande interlocutora da emoção que um retrato irá transmitir. Os bons retratos contam histórias, e a portavoz dessa história não é outra senão a iluminação. A fonte de luz pode ser natural entrando por uma janela, ou pela fresta de uma porta entreaberta. E pode ser também de um flash simples ou de um complexo conjunto de tochas de estúdio. Mas assim como a tinta é imprescindível para o pintor, a luz será sempre a matéria prima com a qual o fotógrafo irá pintar suas obras.

Afinal, Deus criou a Luz e tudo se fez vida. O Homem aprendeu a usar a luz, e com ela fez a fotografia. Fiat Lux.

 

Coluna Estúdio, Revista Conteúdo, edição número 3 – Setembro de 2011 – Jackson Carvalho – Colaborador da Revista

Saudades, Verdades e Vontades!

Water Relax, upload feito originalmente por Jackson Carvalho.

Quero tirar a camisa, e descalço tomar banho de chuva
Quero desafiar a lei da gravidade, apenas empinando pipa
Quero fazer bolinhas de barro, para atirar de baleadeira
Quero gritar aquele grito de gol, que meu time não fez para ser campeão
Quero ter boa memória pra lembrar todas as histórias que meu avô contou
Quero ter a chance de assim como ele, poder contar aos netos que terei um dia
Quero conhecer a Itália, mas também quero ir a Araxá, deve ser chique
Quero lambuzar o rosto comendo manga rosa
Quero criar coragem pra cantar num karaokê de restaurante
Quero aprender a tocar violão, mesmo que isto me custe uma nota
Quero realizar uma parte daquelas idéias que deixo pra próxima segunda-feira
Quero desconfiar que era verdade tudo aquilo em que não confiei
Quero soltar risada na frente do diretor do colégio, por ele ter me dado suspensão
Quero que ele saiba que eu, já me perdoei e já o perdoei também
Quero sentir a adrenalina tomar conta de mim saltando de buggy jump
Quero me arrepender pelos pecados, que deixei de cometer, lógico
Quero dar uma, duas três voltas ao mundo, se possível acompanhado
Quero aprender a conviver com a solidão, somente para que ela veja que sou insuportável
Quero chutar o pau da barraca, mesmo que depois tenha de remontá-la
Quero aprender a jogar pinhão, e ouvir novamente o sonzinho do atary
Quero sentir a emoção de chamar uma menina pra dançar música lenta num baile
Quero encher a casa de amigos, apenas dos verdadeiros, os outros são vazios
Quero evitar as lágrimas de um amigo, se não, solto as minhas também
Quero continuar presente por aqui, mesmo quando no futuro eu já tiver partido
Quero soltar aquele SIM que ficou preso, e prender aquele NÃO que escapou
Quero plantar uma árvore e escrever um livro, os filhos já fiz, porém quero fazer mais
Quero pintar um quadro, mesmo que nele eu só consiga fazer um SETE
Quero ganhar uma medalha pra colocar na estante, pode até ser de ZERO ou UM
Quero sorrir muito, muito mesmo, mesmo que seja de mim mesmo
Quero perder o medo do escuro, apesar de gostar da noite
Quero um dia poder doar tudo aquilo que pedi, mas tive de conquistar
Quero me lembrar para que era mesmo que servia equação de segundo grau
Quero dar aquele último abraço que não pude dar naqueles que amava e partiram
Quero assistir Tom & Jerry, mas também gosto de Bob Esponja
Quero construir uma casa, somente pra olhar o mundo através da minha janela
Quero que os domingos não sejam monótonos, e não sentir ressaca na segunda
Quero compreender tudo aquilo que sempre gaguejo quando tento explicar
Quero explicar tudo que aprendi a compreender dos outros
Quero me doar menos, dessa forma tudo vai doer menos também
Quero aprender a ganhar mais dinheiro e quero aprender a gastar menos ainda
Quero gozar da cara da tristeza, só pra que ela não simpatize comigo
Quero andar de trenó, esquiar e dar um mergulho profundo, pode até ser dentro de mim
Quero ouvir um grito seu dentro de um túnel, para o eco repetir seu “EU TE AMO”
Quero escutar seu silêncio, só para te mostrar que eu lhe sou atencioso
Quero não ter que fazer nada, só pra sentir o cansaço do ócio
Quero fazer um monte de outras coisas, apenas pela vontade do querer
Quero poder fazer tudo. Apesar de nem sempre fazer o simples que posso.

Jackson Carvalho

A Magia do Olhar

Menino que vai pra feira, upload feito originalmente por Jackson Carvalho.

Dentre as capacidades e habilidades humanas, o olhar indiscutivelmente se destaca. O olhar proporciona medir distâncias, enxergar o desejado, provocar emoções, nos enquadrar nos limites do medo, e visualizar a proximidade do infinito.
Na arte fotográfica, o olhar é a mais importante das ferramentas. Conhecer técnicas fotográficas, ter bons equipamentos, ter boas referências, tudo isso é acessório. O fundamental está no olhar.

Porém, o olhar deve ser treinado, exercitado, e buscar encontrar o novo, o inusitado e praticar a desconstrução para construir o inédito. Ser rápido para capturar o improvável, ser ágil para prever o momento seguinte, ser oportunista para imortalizar o momento que não se repetirá.

A beleza que o olhar nos proporciona e que pode ser transferido de forma rica para a arte fotográfica pode estar no simples, no corriqueiro, naquilo que é o óbvio, ou seja, como aquilo que está na frente dos nossos olhos, abaixo de nossas pálpebras, no meio da nossa face, contudo só conseguimos enxergar quando alteramos o foco do nosso olhar: o nosso nariz!

A estética do simples observado em uma perspectiva diferenciada, pode nos proporcionar uma bela foto. No jardim da nossa casa, na pia do banheiro, na banca da feira, nos passarinhos nos fios da rede elétrica.

O olhar treinado de um bom motorista, “scaneia” o tempo todo o que está em seu caminho. As árvores, as crianças que brincam na praça, os ciclistas nas vias, os carros no sentido contrário, os transeuntes nas ruas. O olhar treinado de um bom fotógrafo faz isso e muito mais o tempo todo, e frustra-se quando não consegue “capturar” esta mágica fração de segundo que apenas a maior e mais importante ferramenta da fotografia visualisou e em sua magia o guardou: o olhar.

Coluna Estúdio – Revista Conteúdo – Edição Número 2