A foto e o fato.

O francês Henry Cartier Brasson (22 de agosto de 1908 – 2 de agosto de
2004) não foi apenas o maior e mais brilhante fotógrafo do século XX, foi
também um provocador de reflexões sobre a fotografia. Em uma de suas
também brilhantes frases, Bresson disse: ” Para mim, a fotografia é um
reconhecimento simultâneo, numa fração de segundo, do significado do
acontecimento, bem como da precisa organização das formas que dá ao
acontecimento sua exata expressão”.

Bresson juntamente com Robert Capa, criaram em Nova Iorque a mais badalada
agência de fotojornalismo do mundo, a lendária Magnun. Foi genial ao
imortalizar com sua Leica fatos, gestos e momentos mágicos.

Conhecer a obra magnífica deste inigualável francês provoca em qualquer
simpatizante da fotografia, uma viagem fantástica. Apreciar suas imagens é
uma completa aula para os estudiosos da arte de pintar com a luz. Cartier
tinha a destreza no olhar e a frieza na ponta dos dedos, em uma época em
que não dava pra errar, em que não existia o disparo sequencial, nem o
photoshop para retocar imagens. E mesmo em uma época com restritos
recursos, fez com que sua arte se tornasse imortal.

Mas Bresson tinha o faro do fato e como ninguém sentia o “cheiro” da foto.
Cobriu guerras, viajou o mundo inteiro, registrou como ninguém a segunda
metade do século passado. É hoje, referência necessária para quem se
dedica mais intensamente a fotografia.

No site da Fondation Henry Cartier-Bresson
(http://www.henricartierbresson.org/) é possível passear através de uma
ímpar maneira de enxergar o mundo. É passagem obrigatória para todo e
qualquer estudante de comunicação. Aprender com Bresson é buscar evoluir a
maneira de olhar, e buscar em sua perspectiva as nuances diversas de um
mundo sempre em evolução.

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